sábado, 1 de dezembro de 2012

Lisboa e Rio




"Na metrópole chove
e meu amor em mim pensa
na colônia tudo se move
aqui é festa, mas nada compensa

No velho faz frio
e o novo se aquece
meu coração se aperta
e minha visão escurece

O abraço não está
e o mar azul não é suficiente
o tempo que não quer passar
e a saudade má e insistente."





    Monteiro da Silva, Roney. 2012

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Compasso do Amor distante



Maldita seja a distância
esta vilã que nos divide
e também a vil saudade
que nos machuca e agride

Grande é o oceano
mas nem tão grande qnt seu sorriso
menos fortes que teus abraços
e infinitamente maiores que teu juízo

Você de mim escapa
e estou acorrentado
muitos quilômetros nos separam
e já não podemos viver colados

Se me confundo com o verde
já te digo que não é o das árvores
mas sim aquele verde dos teus olhos
que me faz falta e faz leve meus ares

Onde está o vinho as margens?
a as festas infinitas?
só encontro agora saudades
e, talvez, uma esperança bendita.

                                                 Roney Monteiro 2012

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Mon désir lointain



Si mon amour est loin
et me laisse ici
je ne peux dire rien
seulement que je l'aime
et elle me manque aussi.

Si devant les temples
elle fait ses prieres
moi, je me sens triste
et je l'aime plus que hier

Si ses bisous tardent encore
je ne sais pas quoi faire
mes lèvres lui veulent fort
comme les rivières veulent la mer.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Nossas Estações


O pulo e seu sorriso
o abraço infinito
as mãos lado a lado
nossos corpos unidos

O adeus e ansiedade
o bem me quer... mal me quer
a angústia sem limites
e a pergunta: o amor existe?

tic tac do relógio
o nascer das flores
teu cheiro nas minhas roupas
meu coração em dores

a mala sendo levada
o beijo final
o suor e a lágrima
apenas um sonho, afinal.

Monteiro, Roney.