terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Experiência


Em várias situações eu confirmo a existência de Deus, e vejo como Ele se importa comigo. Ontem eu estava voltando da auto-escola por volta das 16:00. Como sempre, fui para Rio Branco pegar qualquer dos muitos ônibus que passam em copacabana. Peguei o 127. Paguei a passagem e sentei próximo ao meio do ônibus. Fiquei viajando pelo caminho, olhando a bonita paisagem até chegar a minha casa quando 1 ponto antes de chegar ao destino (no Rio Sul) um senhor de mais ou menos 45 anos de bermuda e camisa pólo se aproxima de mim e pergunta:

Me permite? - Disse ele tocando meu braço.

Não sei, o senhor me transmitia paz e tranquilidade. Não parecia que faria algo ruim.

Sim, claro - Respondi instantaneamente. Por um momento senti que não tinha dado aquele comando ao meu cérebro. Talvez não tivesse.

1º carta de João, capítulo 5 versículo 20. - Disse ele. - 1º carta de João, capítulo 5 versículo 20.

Logo depois disso ele desceu. Quero dizer... ele não estava fazendo evangelhismo no ônibus... ele só falou comigo. Como ele sabia que sou evangélico? porque logo comigo? Eis o que está escrito na passagem que o senhor me disse:

"E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna."
1ª João 5:20

Pode não fazer sentido algum para vocês, já para mim traz conforto e respostas.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A vida sem vida


Cansado, tão cansado.
Esse dia-a-dia e sol-a-sol,
vagando e... faltam forças.
Cansa até ficar sentado

O sonho de uma dia melhor
vem com o amanhecer,
mas tão rápido vai embora
e o desespero começa aparecer

aquele moço não me viu?
não, ele me viu. Só fingiu não ter visto
meu Deus, sou tão repugnante assim?
todos fingem que não existo!

esperança: tão difícil sentimento
quisera eu senti-la
para sentir, talvez, alívio
pelo menos por um momento.

Monteiro, Roney 2010

Meu objetivo com um blog não é ganhar "parabéns", muito menos uma estrelinha na testa. Escrevo aqui o que acho, penso ou vivi. Sem nenhum objetivo prático, na verdade. Escrevo muito mal mesmo, por isso me considero corajoso em mostrar ao "mundo" minha deficiência na escrita.

Escrevi esse pequeno poema por uma das coisas q mais me entristece quando ponho o pé para fora da minha casa: o descaso. Todas as vezes que vejo um morador de rua me dá vontade de chorar, como me dá essa vontade agora em escrever isso. Quantas vezes eu realmente ignorei um ser humano igual a mim, por medo ou qualquer outra coisa. Já olhei nos olhos de um certa vez. Foi como sentir um soco no rosto sem mão. Ouvir um grito de socorro e não fazer nada. Um mistura de tantas coisas que é difícil descrever.

Juro que não quero que esse post seja como aqueles "power point's" que recebemos por e-mail com fotos de crianças famintas ou coisa do tipo. Só quero colocar aqui o que sinto há muito tempo, mas não tinha contado a ninguém. Olhar aquelas pessoas atingidas pelo terremoto no Haiti me lembrou disso.


"Enquanto uns tem tudo, outros não tem nada. Absolutamente nada."

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Junto a mim


Quando estava perto dela senti

seu doce perfume, e sorri.

Ela me olhou e retribuiu

dando-me o melhor presente que existiu


Teus olhos me lembram o mar

profundo, enigmático e poderoso.

O beijo de tua boca o mel,

tão doce e saboroso.


Quando tu me abraças

o mundo para de girar.

só vejo teu sorriso e rosto

que me fazem delirar


Poderia escrever sobre outras coisas

 alegria, saudade e até tristeza.

Nenhuma delas, entretanto, chega

a inspiração que me dá a tua beleza.


                                                 Monteiro, Roney 2010