
Cansado, tão cansado.
Esse dia-a-dia e sol-a-sol,
vagando e... faltam forças.
Cansa até ficar sentado
O sonho de uma dia melhor
vem com o amanhecer,
mas tão rápido vai embora
e o desespero começa aparecer
aquele moço não me viu?
não, ele me viu. Só fingiu não ter visto
meu Deus, sou tão repugnante assim?
todos fingem que não existo!
esperança: tão difícil sentimento
quisera eu senti-la
para sentir, talvez, alívio
pelo menos por um momento.
Monteiro, Roney 2010
Meu objetivo com um blog não é ganhar "parabéns", muito menos uma estrelinha na testa. Escrevo aqui o que acho, penso ou vivi. Sem nenhum objetivo prático, na verdade. Escrevo muito mal mesmo, por isso me considero corajoso em mostrar ao "mundo" minha deficiência na escrita.
Escrevi esse pequeno poema por uma das coisas q mais me entristece quando ponho o pé para fora da minha casa: o descaso. Todas as vezes que vejo um morador de rua me dá vontade de chorar, como me dá essa vontade agora em escrever isso. Quantas vezes eu realmente ignorei um ser humano igual a mim, por medo ou qualquer outra coisa. Já olhei nos olhos de um certa vez. Foi como sentir um soco no rosto sem mão. Ouvir um grito de socorro e não fazer nada. Um mistura de tantas coisas que é difícil descrever.
Juro que não quero que esse post seja como aqueles "power point's" que recebemos por e-mail com fotos de crianças famintas ou coisa do tipo. Só quero colocar aqui o que sinto há muito tempo, mas não tinha contado a ninguém. Olhar aquelas pessoas atingidas pelo terremoto no Haiti me lembrou disso.
"Enquanto uns tem tudo, outros não tem nada. Absolutamente nada."